Vida Moderna
- bahi1023
- 22 de ago. de 2022
- 2 min de leitura
Lógica patética: Todos vão à Desigual Revolucionar sua estética, Vestir-se diferente do normal. Porém, reflita comigo, imagine: O merchandising da franquia internacional Provoca assédio ao magazine E todo mundo acaba ficando igual.
Vá de Uber ao Íbis, Onde o pet do guest é welcome. Mas não se preocupe: O hall é asseado Como sanitário de sanatório. Isso é em Barcelona, Onde há décadas se constrói Imensa catedral de sonhos, Concebida por Gaudi, Que aguarda a conclusão de sua obra No céu dos arquitetos.
Mas, preste atenção: Se o download deixar você pra baixo, Entregue os dados de seu cartão, Faça um upgrade promocional, Preencha o cadastro da loja virtual, Isso não é genial? E se quiser comer falafel em Israel, Aperte control, alt, del. Mas se você estiver realmente perdido, Sei como será acudido: Em vez de fazer dez anos de análise, Baixe logo o aplicativo waze
Chia, quinua, amaranto, Cigano, vegano, espartano, Coca-cola zero, hermano! A esperança é Gil e Bela Gil. Saudade de quando ainda se falava Português no Brasil. Facebook, web, chat, Melão, banana, mamão.
Cuide de seu business, E seja interativo. Pratique fitness, Você, que é hiperativo. Veja as trezentas mensagens no zap. Tome seu shake sem dar chilique E responda as seiscentas mensagens do zap.
Você atualiza o software, Mas não percebe seu partner; No problem, ele está online. Alguém já notou que zap nada mais é que paz, De frente para trás? Pois siga em frente E fique em paz, Se for capaz.
Steve Jobs observa seu legado No céu dos empresários; Seu nome ficou consagrado Pelos seus inventos extraordinários Como o telefone mais que esperto, Que me deixa boquiaberto: O prodígio é relógio, despertador, Câmara, filmadora e gravador, Lanterna, calculadora e computador.
Existem ganhos, é certo, Também eu tiro partido; Há tanta praticidade, Mesmo na minha idade. Porém, só saberemos o que perdemos Quando fechar a última livraria, Quando falir a última editora, Quando desaparecer o último cinema, E quando for declamado o último poema.

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